O Menino e a Faraó
(Para Thomaz Abdalla)
No templo do tempo, um menino nasceu,
Com olhos de livro e voz de luar.
Chamava-se Thomaz, dos sonhos antigos,
Do Nilo ao céu, só queria voar.
Entre papiros, areia e marfim,
Ele lia segredos da realeza do Egito.
Não queria brinquedos, nem espada em punho,
Queria saber por que o destino é tão escrito.
E foi quando a noite desceu sobre as águas,
Que surgiu Cleópatra, vestida de alvor.
“Quem és tu, criança, com alma tão vasta?”
E ele sorriu: “Sou quem sonha ser teu amor.”
Ela riu, com olhos de esfinge e estrela,
E viu no menino a faísca do sol.
“Thomaz Abdalla, teu nome ecoa forte.
Se fores justo, serás faraó maior que o sol.”
E assim o menino, de páginas e esperança,
Ergueu-se entre mitos, colunas e flor.
Não por desejo de ouro ou glória,
Mas por querer governar com amor.

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