● A Doença de Haff, conhecida popularmente como "doença da urina preta", é uma síndrome rara caracterizada pela destruição súbita de células musculares (rabdomiólise) após a ingestão de peixes ou crustáceos (como pacu, tambaqui, badejo e lagosta) contaminados por uma toxina termoestável, que não é eliminada pelo cozimento. Os sintomas aparecem rapidamente, geralmente até 24 horas após o consumo.
Sintomas Principais
Dor muscular intensa e rigidez (especialmente nas costas, ombros e coxas).
Urina escura (cor de Coca-Cola ou café), devido à presença de mioglobina.
Fraqueza muscular e dificuldade para caminhar.
Dores abdominais, náuseas e vômitos podem ocorrer.
Causas e Transmissão
Toxina Desconhecida: A causa exata é uma toxina, ainda não totalmente identificada, que se acumula em peixes e crustáceos de água doce ou salgada.
Resistência ao Calor: A toxina é termoestável, o que significa que cozinhar, assar ou fritar o peixe não destrói o agente causador.
Consumo: Geralmente associada ao consumo de peixes como Pacu-Manteiga, Tambaqui, Pirapitinga, Badejo e crustáceos como lagosta.
Diagnóstico e Tratamento
Diagnóstico: Clínico, baseado no histórico de consumo de peixe e exames laboratoriais que mostram níveis muito elevados da enzima creatina quinase (CK/CPK) no sangue.
Tratamento: Deve ser realizado em ambiente hospitalar, focado na hidratação venosa intensiva para proteger os rins e prevenir insuficiência renal aguda.
Prognóstico: A maioria dos pacientes se recupera com tratamento precoce, mas casos graves podem levar à falência de múltiplos órgãos.
Prevenção
Adquirir pescados de locais com fiscalização sanitária adequada.
Armazenar corretamente o peixe (refrigeração/congelamento).
Evitar o consumo de peixes de procedência duvidosa ou que apresentem características estranhas.
Em caso de dor muscular intensa e urina escura após o consumo de peixe, procure atendimento médico imediatamente.



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